Crie glitters aqui!

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GÊNEROS TEXTUAIS E COMPETENCIA SÓCIO-COMUNICATIVA 
A CIGARRA E A FORMIGA BOA
Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas. Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas. A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém. Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu _ tique, tique, tique... Aparece uma formiga, friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
- Que quer? _ perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
- Venho em busca de um agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
- E o que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse:
- Eu cantava, bem sabe...
- Ah! ... exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
- Isso mesmo, era eu...
- Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

A CIGARRA E A FORMIGA MÁ
Já houve, entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta. Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve recobria o mundo com o seu cruel manto de gelo. A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se, nem folhinhas que comesse. Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou _ emprestado, notem! _ uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse. Mas a formiga era uma usuária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.
- Que fazia você durante o bom tempo?
- Eu... Eu cantava!...
- Cantava? Pois dance agora... - e fechou-lhe a porta no nariz.
Resultado: a cigarra ali morreu estanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. Ë que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usuária morresse quem daria pela falta dela?
Os artistas _ poetas, pintores e músicos _ são as cigarras da humanidade.
Monteiro Lobato

Gênero narrativo
O gênero narrativo nada mais faz do que relatar um enredo, sendo ele imaginário ou não, situado em tempo e lugar determinados, envolvendo uma ou mais personagens, e assim o faz de diversas formas. As narrativas utilizam-se de diferentes linguagens: a verbal (oral ou escrita), a visual (por meio da imagem), a gestual (por meio de gestos), além de outras.
Quanto à estrutura, ao conteúdo e à extensão, pode-se classificar as obras narrativas em romances, contos, novelas, poemas épicos, crônicas, fábulas e ensaios. Quanto à temática, às narrativas podem ser histórias policiais, de amor, de ficção e etc.
Todo texto que traz foco narrativo, enredo, personagens, tempo e espaço, conflito, clímax e desfecho é classificado como narrativo.
Textos narrativos
Seguem, abaixo, modalidades textuais pertencentes ao gênero narrativo.
• Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos de caráter verossímil.
• Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil (não tem nenhuma semelhança com a realidade). As personagens principais são animais ou objetos, e a finalidade é transmitir alguma lição de moral.
• Epopéia ou Épico: é uma narrativa feita em versos, num longo poema que ressalta os feitos de um herói ou as aventuras de um povo. Três belos exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, Ilíada e Odisséia, de Homero.
• Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevialidade do conto. O personagem se caracteriza existencialmente em poucas situações. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O alienista, de Machado de Assis, e A metamorfose, de Kafka.

• Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, anedotas e até folclores (conto popular). Caracteriza-se por personagens previamente retratados. Inicialmente, fazia parte da literatura oral e Boccaccio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.
• Crônica: é uma narrativa informal, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial, breve, com um toque de humor e crítica.
A FÁBULA
A fábula é um gênero narrativo que surgiu no Oriente, mas foi particularmente desenvolvido por um escravo chamado Esopo, que viveu no século 6º. a.C., na Grécia antiga. Esopo inventava histórias em que os animais eram os personagens. Por meio dos diálogos entre os bichos e das situações que os envolviam, ele procurava transmitir sabedoria de caráter moral ao homem. Assim, os animais, nas fábulas, tornam-se exemplos para o ser humano. Cada bicho simboliza algum aspecto ou qualidade do homem como, por exemplo, o leão representa a força; a raposa, a astúcia; a formiga, o trabalho etc. É uma narrativa inverossímil, com fundo didático. Quando os personagens são seres inanimados, objetos, a fábula recebe o nome de apólogo. A temática é variada e contempla tópicos como a vitória da fraqueza sobre a força, da bondade sobre a astúcia e a derrota de preguiçosos.
A fábula já era cultivada entre assírios e babilônios, no entanto foi o grego Esopo quem consagrou o gênero. La Fontaine foi outro grande fabulista, imprimindo à fábula grande refinamento. George Orwell, com sua Revolução dos Bichos (Animal Farm), compôs uma fábula (embora em um sentido mais amplo e de sátira política).
As literaturas portuguesa e brasileira também cultivaram o gênero com Sá de Miranda, Diogo Bernardes, Manoel de Melo, Bocage, Monteiro Lobato e outros.Uma fábula é um conto em que as personagens falam sendo animais e que há sempre uma frase a ensinar-nos alguma coisa para não cometermos erros. As fabulas são narrativas curtas,que os personagens são animais, que sempre no final mostra uma lição de moral!
A CIGARRA E A FORMIGA
La Fontaine (1621-1695)
Tradução de Bocage (1765-1805)
Tendo a cigarra, em cantigas,
Folgado todo o verão,
Achou-se em penúria extrema,
Na tormentosa estação.
Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
– Amiga – diz a cigarra
– Prometo, à fé de animal,
Pagar-vos, antes de Agosto,
Os juros e o principal.
A formiga nunca empresta,
Nunca dá; por isso, junta.
– No verão, em que lidavas?
– À pedinte, ela pergunta.
Responde a outra: – Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora.
– Oh! Bravo! – torna a formiga
– Cantavas? Pois dança agora!
O Livro das Virtudes
Uma antologia de William J. Bennett, 1995
ATIVIDADE
a) Qual é a idéia de trabalho da formiga má? __________________________
____________________________________________________________
b) E por trás da formiga boa?______________________________________
____________________________________________________________
c) Na comparação entre os dois textos, considerando especialmente os subtítulos, você saberia dizer qual seria a concepção de trabalho de Monteiro Lobato?
__________________________________________________________________________________________________________________________
d) Diga por que os dois textos mantêm o mesmo gênero textual, apesar das diferenças de informações.______________________________________
_____________________________________________________________
e) Diga por que esses dois textos são considerados como fábulas.____________
_____________________________________________________________
f) Escolha algum outro texto que tenha animais como personagens, mas que você não reconheça como fábula e justifique, intuitivamente por que não se trata desse gênero._________________________________________________
g) Qual a diferença na estrutura do texto de La Fontaine e no de Monteiro Lobato? São do mesmo gênero Textual?
____________________________________________________________
h) O que você considera como trabalho, quando se trata das fábulas acima?
_____________________________________________________________
i) Quem são os personagens dos textos acima?__________________________
j) Quem são os autores das fábulas?__________________________________
Retire do Texto de La Fontaine palavras que rimam._______________________
__________________________________________________________________________________________________________________________

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ATIVIDADES DO GESTAR TP3


ESCOLA INÁCIO SOUZA MOITA
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA
PROFESSORA: RAIKA BARRETO
AULA 4
GÊNEROS TEXTUAIS I
              Muito se tem falado sobre a diferença entre "tipos textuais" e "gêneros textuais". Alguns teóricos denominam dissertação, narração e descrição como "modos de organização textual", diferenciando-os das nomenclaturas específicas que são consideradas "gêneros textuais".
               A fim de simplificar o entendimento de diversos estudos em torno desse assunto, foi criado o quadro abaixo, pautando-se no estudo de Luiz Antônio Marcushi.
 Tipos textuais 
            Designam uma seqüência definida pela natureza lingüística de sua composição. São observados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas.
Narração
Descrição
Argumentação
Predição
Injunção

 Gêneros textuais
               São os textos materializados encontrados em nosso cotidiano. Esses apresentam características sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função, composição, conteúdo e canal.
Carta pessoal, comercial, bilhete
Diário pessoal, agenda, anotações
Romance
Resenha
Blog
E-mail
Bate-papo (Chat)
Orkut
Vídeo-conferência
Second Life (Realidade virtual)
Fórum
Aula expositiva, virtual
Reunião de condomínio, debate
Entrevista
Lista de compras
Piada
Sermão
Cardápio
Horóscopo
Instruções de uso
Inquérito policial
Telefonema etc.
BIBLIOGRAFIA INDICADA
DIONÍSIO, Angela Paiva, MACHADO; Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (Orgs.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.


MARCUSHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos (orgs.). Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.


ESCOLA INÁCIO SOUZA MOITA
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA
PROFESSORA: RAIKA BARRETO
ALUNO (S):_________________________
SÉRIE E TURMA:____________N.º_______

CARACTERÍSTICAS DO GÊNERO NARRATIVO
• Apresenta fatos vividos pelos personagens, em determinado tempo e lugar;
• Conta fatos reais ou fictícios;
• Apresenta um narrador que conta uma história.
TEXTO 1
TRAGÉDIA BRASILEIRA

Misael, funcionário da fazenda, com 63 anos de idade.
Conheceu Maria Elvira na Lapa__ prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria.
Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria.
Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.
Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa.
Viveram três anos assim.
Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa.
Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...
Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.

1933


BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20ª Ed.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, pág. 160.

O texto em pauta é uma narração já que:
a) Relata progressivas mudanças de estado que foram ocorrendo através do tempo;
b) Há relação de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados;
c) Não é possível alterar a sequência dos enunciados sem interferir radicalmente no sentido global do texto.
Como comentário final, convém notar que uma narração não se esgota com mero relato de transformações que se sucedem no tempo. Ao fazer o relato, o narrador deixa entrever certa visão de mundo.
No caso especifico dessa narração, que acabamos de ler, o narrador, através dos recursos que explora para caracterizar os personagens e para relatar os fatos, deixa transparecer sua visão de descrença e de pessimismo: as relações entre os homens _ até mesmo as amorosas _ são presididas pelos interesses, e não por amor.

ATIVIDADE:
A- INTERPRETAÇÃO:
1- A quê você acha que se refere esse título “Tragédia Brasileira”?

2- Vocês acham o título adequado para o texto? Se você fosse mudar, que outro título daria para ele?

3- Qual o nome dos personagens?

4- Qual terá sido a intenção do autor ao citar a idade do homem?

5- Quais as características de Maria Elvira que o autor mostra? E de Misael?

6- Retire do texto um trecho onde o autor deixa transparecer sua descrença nas pessoas/relação amorosa.

7- Você acha que Maria Elvira amava Misael? Por quê?

8- No terceiro parágrafo do texto, o narrador relata uma mudança de estado que ocorreu na vida da personagem Maria Elvira.
a) Identifique o estado anterior e o posterior.

b) Qual a atitude desse personagem diante do novo estado?

9- Numa passagem posterior, o marido toma uma atitude impensada.
a) Que atitude é essa?

b) Explique por que ele agiu assim.

B- GRAMÁTICA NO TEXTO:
10- Retire do texto substantivos próprios.

C- DEBATE:
11- Discussão sobre o tema: TIPOS DE VIOLÊNCIA. Dividam-se em grupos para ler o texto e discutir sobre o assunto e depois fazer debate geral.
D- PRODUÇÃO TEXTUAL:
12- Transforme o desfecho dessa narrativa, ou seja, dê-lhe outro final.
13- Transformem este texto em notícia de jornal.
E- PESQUISA:
14- Pesquisem a biografia do Autor.
15- Leia outra obra do autor e comente sobre ela.
16- Existe uma lei e pena para cada crime. Sabendo que Misael cometeu um assassinato, Pesquise no Código Penal a pena para o crime de homicídio.
BIBLIOGRAFIA:
CEREJA, Willian Roberto; MAGALHÃES, Tereza Cochar. Todos os textos: Uma proposta de produção textual a partir de gêneros e Projetos. São Paulo: Atual, 1998.
Apostila da disciplina Português Instrumental. Professora Ana Lygia Cunha. Marabá, 2001.

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GESTAR TP 3 UNID. 9


ESCOLA INÁCIO SOUZA MOITA
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA
PROFESSORA: RAIKA BARRETO
ALUNO (S):__________________________________________________________
SÉRIE E TURMA:_____________________N.º____________________________
AULA 3
BIOGRAFIA
        Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.
       Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.
Os primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934). Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

Os Ombros Suportam o Mundo    

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.                                                         
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
            Carlos Drummond de Andrade
Os versos acima foram publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940.  Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.
ATIVIDADE:
1- Pesquisem a biografia de outro autor e selecione um texto (poema, crônica, etc.). Não esqueçam da bibliografia.
2- Criem a sua Biografia e seu próprio poema.
BIOGRAFIA
POEMA:

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ATIVIDADES DO GESTAR TP3


ESCOLA INÁCIO SOUZA MOITA
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA
PROFESSORA: RAIKA BARRETO
ALUNO:_______________________________________________________
AULA 1
Apresentação do conteúdo, programático, objetivos, metodologia e formas de avaliação.
AULA 2
CARTA PESSOAL
Esse texto escrito por Júlia é uma carta pessoal. Esse tipo de carta é um gênero textual que utilizamos quando queremos comunicar a amigos ou familiares um determinado assunto mais longo, mais detalhado. Assim como o cartão-postal e o cartão a carta pessoal trata de assuntos particulares, numa linguagem informal.
            Aquele que envia a carta é chamado de remetente; aquele a quem a carta se destina é chamado de destinatário.
            Esse tipo de correspondência apresenta uma estrutura que se compõe de elementos como local e data, vocativo, texto e assinatura.
            O vocativo contém o nome do destinatário, acompanhado, normalmente de alguma palavra cortês, como querido, caro, por exemplo, que varia de acordo com o grau de intimidade que temos com a pessoa a quem escrevemos.
            Texto é o assunto da carta. E o final varia bastante. “ Abraços”, Beijos, mil beijos, etc.
            A assinatura é normalmente apenas o nome manuscrito (sem o sobrenome) do remetente.
            Se pronta a carta, tivermos esquecido algo importante, podemos incluir, depois de feitas as despedidas, um PS – (post scriptum) expressão latina que significa “depois do escrito” e colocar as anotações extras.
Paraná, 2 de Janeiro de 2007

         Querido amigo Zenon,
        Acabei de chegar, mas já estou com saudades de você e de todos os amigos da escola.Vou passar o mês de janeiro aqui na casa da vovó Elisa, na fazenda Santo Antônio.
        No final do mês é o aniversário da minha prima Alexandra e como ela gosta muito de adivinhas eu gostaria de inventar uma com a palavra AMOR para colocar no cartão do presente dela.
        Será que o seu tio que escreve letras de músicas não me ajudaria a fazer esse adivinha?
        Um grande abraço da sua amiga
                                                                                               Júlia.

ATIVIDADE:
1-     Quem é o remetente da carta, ou seja, quem escreveu a carta?
2-     Que é o destinatário dessa carta, ou seja, para quem ela foi escrita?
3-     Onde e quando a carta foi escrita?
4-     Qual a saudação que Júlia usou para Zenon?
5-     Você acha que se o remetente não conhece bem o destinatário esse tipo de saudação é adequada? Qual seria outro modo de cumprimentar alguém com quem não se tem intimidade?
6-     De que outra maneira podemos nos despedir nas cartas?
GRAMÁTICA NO TEXTO:
7-     Copie todas as palavras do texto escritas com letras maiúsculas. Diga a que classe de palavras elas pertencem.
PRODUÇÃO TEXTUAL:

A Doença do Planeta azul
(Roseana Murray)
Menino que mora num planeta
azul feito a cauda de um cometa
quer se corresponder com alguém
de outra galáxia.
Neste planeta onde o menino mora
as coisas não vão tão bem assim:
o azul está ficando desbotado
e os homens brincam de guerra.
É só apertar um botão
que o planeta Terra vai pelos ares...
Então o menino procura com urgência
alguém de outra galáxia
para trocarem selos, figurinhas
e esperanças.

Habitante de outra galáxia
Aceita-se corresponder-se  com o menino
do planeta azul.
O mundo deste habitante é todo
feito de vento e cheira a jasmim.
Não há fome nem há guerra
E, nas tardes perfumadas .
As pessoas passeiam de mãos dadas
e costumam rir à toa.
Nesta galáxia ninguém faz a morte,
ela acontece naturalmente,
como o sono depois da festa.
Os habitantes não mentem
e por isso seus olhos
brilham como riachos.
O habitante da outra galáxia
aceita trocar selos e figurinhas
e pede ao menino
que encha os bolsos de esperanças,
que não só os bolsos, mas as mãos
e os cabelos, a voz, o coração,
que a doença do planeta azul
ainda tem solução.
                  Classificados poéticos.Belo Horizonte: Miguilim.1984.pg 41.
ATIVIDADE

       1-   Suponha que você habite em outro planeta, outra galáxia e queira se corresponder com o menino do planeta azul. Imagine como são os seus habitantes, o seu planeta, como se relacionam e se divertem, etc. e escreva a carta.
         Utilizando uma folha de papel sulfite colorida faça um envelope e preeencha-o com remetente, endereço, cep e entregue para um colega seu.
         Não esqueça de avaliar sua produção de texto.
2- Ilustre este texto

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PRODUÇÃO ANUAL DOS MEUS ALUNOS ANO II 2008



PRODUÇÕES DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA
Revista
Açaí Saber
Ano 2 - 2008
Marabá-Pa
“O lugar onde vivo”
Escola Inácio Sousa Moita
SEMED - Secretaria Municipal de Educação
EDITORIAL
A revista Açaí Saber, ora lançada, tem como propósito levar à população e aos estudantes, em particular, informações de caráter geral e de educação, dando conhecimento ao leitor sobre Marabá, seus desafios e belezas, e dos vários assuntos que envolvem a educação.
     A publicação é ainda espaço à divulgação de trabalhos elaborados pelos alunos da Escola Inácio Souza Moita, estando no segundo ano de publicação.
      Portanto, a nossa expectativa, e de todos os envolvidos no projeto é de que a revista Açaí Saber, além de ser veículo de divulgação da produção intelectual dos alunos-escritores, possa, ao mesmo tempo disponibilizar um novo produto cultural e de informações relevantes à sociedade marabaense.
Raika Barreto,
                                                                       Professora orientadora.
EXPEDIENTE
Kátia Américo
Séc. Municipal de Educação
Marly Mendes
Diretora da Escola Inácio Souza Moita
Hila Zoe
Coordenadora Pedagógica
Raika Barreto
Professora Orientadora
Autores:
Gledson
David Ladislau
Jeliane Alves de Souza
Cleidiane
Angra Dos Santos Pantoja
Geilton Barros
Juliane
Adriane de Freitas
Mirella Ketellen Pimentel
Laiane dos Santos
Milena Araújo
Danilo Santos Cunha
Marconys Aguiar
E outros.
SUMÁRIO
Editorial.................................................02
Expediente ............................................03
Poemas “o lugar onde vivo”.................05
Poemas com temas variados.................24
Quadras.................................................27
Acrósticos.............................................28

POEMAS
TEMA: O LUGAR ONDE VIVO
A promessa (1928)René Magritte
LUGAR DE MARAVILHAS
Meus pássaros cantam
Cantam tanto que
O sabiá é um cantor
Que entoa cantos de amor.
O açaí é uma fruta roxinha
Quase igual à boca de menina
Tomada na cuia ou na tigela
Ninguém consegue ficar sem ela.
O cupuaçu é uma fruta azeda
Azeda só no sabor
É levada sempre pro sul
E apreciada no frio ou no calor
A castanha é uma fruta leitosa
E muito saborosa
Seu gosto é de leite
Mas descascá-la é uma prosa.
Meu Pará tem de tudo:
A fauna, a flora, ou os frutos
Fazem parte do meu mundo
Tudo isso me fascina e de amor inundo.
Gledson 6º ano F
 VAI E VEM
A cidade onde moro
É cheia de odores e cantores
Carros e carretas
È campo de violetas.
Gente brigando e se desculpando,
Crianças brincando e correndo,
O dia se desfazendo
Pessoas saindo e chegando.
Sozinha a cidade dorme
Sozinha as pessoas choram
Andando e cantando
Namorados se beijando.
Marabá de lua e estrelas,
Córregos e cachoeiras
Brilhos e brilhantes
Jóias e diamantes.
David Ladislau 6º ano E
CIDADE ACOLHEDORA
Minha cidade é encantadora
Esquecida por alguns e lembrada por outros
É pequena, mas acolhedora,
Que abraça as pessoas sofredoras.
Às pessoas sem rumo nem sentido
Que vagam em busca do destino
Ao chegar a Marabá tudo irá se alegrar
E terão em seu coração alegria para dar.
Marabá é como um jardim
Cheirosa a jasmim
Tem pessoas de bom coração
E acima de tudo com muita emoção.
Jeliane Alves de Souza 6º ano F
MEU PLANETA É OURO
O nosso planeta é pequeno
Mas suas belezas são tão grandes....
O sol que o ilumina é tão amarelo
Que as pessoas acham que é ouro
O meu estado com a cidade de Marabá
Tem a riqueza da castanha- do -Pará.
Aqui tem uma dança chamada Carimbó
Também o Brega e o Siriá
São danças quentes que se dançam aos pares
Balançando pra lá e pra cá.
Com pés no chão e olhando para o céu é tão lindo,
Mas do espaço é mais lindo ainda
Tudo aqui é só beleza, beleza que não finda.
Cleidiane 6º ano F
MINHA AMAZÔNIA
Você tem que vir para cá
Tem rios e cachoeiras
Mulatas e estrangeiras
Tem bonitas paisagens que você vai se encantar.
O lugar onde moro tem todo tipo de pássaro
Tem ta mbém com sua cantoria o Sabiá
Uns cantam pra cá e outros cantam pra lá
Seja na minha janela ou na mata, nunca param de cantar.
Vem cá que você vai ver
A minha cidade é bonita pra valer
Com sua praia e pontos turísticos
Tudo verde e muito lindo, feito pra você.
Não só aqui, toda a Amazônia é muito verde
Verde como a água do mar
O céu daqui é todo azul
Tão azul que vai te encantar.
Angra dos Santos Pantoja  6º ano F
DO DESCOBRIMENTO A MIM
Era uma vez um belo planeta
Quando vieram os humanos
E acabaram com sua riqueza
Aqui viviam os nossos amigos Tupi-Guarani
Morando numa oca, mas eram felizes aqui.
Aqui tinha de tudo, aqui era demais.
Quando apareceu um belo rapaz
E falou que era nosso amigo
Mas eles nem desconfiavam
Que ele era um perigo.
Destruiu nossa casinha, e ainda as florestas.
Saindo daqui como flecha
Mas a natureza não deixou barato não
Hoje já se vê as conseqüências: do terremoto ao furacão.
Geilton Barros 6º ano D
A CONFUSÃO DA NATUREZA
Um dia vi um passarinho
Mas eu não sabia perguntar
E ele não parava de resmungar.
Outro dia ouvi um ti-ti-ti
Fui ver o que era,
Eram as árvores fofocando
Sobre o desmatamento dali.
Noutro dia escutei
Muita reclamação
Fui ver eram os pássaros
Morrendo da poluição.
Espero que não seja tarde
Para perceber o resultado
Os que estão matando a natureza
São chamados mal-educados.
Juliane 6º ano D
 RECEITA PARA RELAXAR
No meu lar
O paladar
É cheio de delícias
Para cumprimentar.
Nós temos várias danças
Tem a dança do Boi-Bumbá
E a dança do Siriá.
Tem as festas juninas
Que vem com muitas belezas
Só pra gente admirar.
Misturado com a dança
Dá pra vida a gente levar
Eita! Esse meu lar...
É tão bom estar nesse lugar!
Aqui é cheio de harmonia
Com muitas maravilhas
Tem o rio Itacaiúnas pra gente relaxar
Sem falar no Tocantins que deságua em Marabá.
Adriane de Freitas 6.º ano D
-


O MEU TAMBÉM PODE SER SEU
O lugar onde vivo
É um lugar bom pra se viver
Pois temos flores de todas as espécies
Só para o seu prazer.       
O meu bairro é o lugar
Onde quero ficar
Por que aqui tenho amigos
Que repartem comigo e sabem amar.
Minha cidade tem riquezas
Minha cidade tem prazer
Vamos lá todos vocês
Corram para ver.
Marabá é um paraíso
Feito pra mim e pra você.
Mirella Ketellen Silva Pimentel 6.o ano C


CHEIAS N’ALMA
As enchentes vêm alagar
Gente correndo pra lá e pra cá
Pra suas coisas não abandonar.
Todo mundo fica doido
Pra sua vida não molhar
Cuidado! Vamos agir rápido
Pros nossos móveis não acabar.
Colchão molhado.
Coisas ensopadas.
Vamos cuidar pro sofrimento afogar
E rezar com fé pra nossa alma não desabar.
Minha alma afunda
Meus olhos inundam
Quando vejo os flagelados
Da enchente da Velha Marabá.
Não vou fazer como muitos
Que só dizem “como é bela Marabá”
Mas vou fazer diferente
Vou descrever as belezas do Pará.
Marabá é linda
Com sua fauna e flora
Que completa sua História!
A castanheira é linda
Para quem sabe conservar
Cuide bem dos castanhais
Senão eles vão acabar.
Esta terra me faz bem
Está no meu coração
O encontro desses rios
É a mais linda criação.
Nossa história, nossa gente,
Marcada em nosso ser
Sempre tu ò Marabá!
Tem o mais belo entardecer.
Laiane dos Santos


ONDE COMEÇA E TERMINA O PARAÍSO?
No bairro onde vivo
Tem muitas maravilhas
Também tem coisas ruins
Como gente destruída feito objeto.
No bairro onde vivo
Tem gente passando fome
Sem casa e sem emprego
Sem uma boa noite de sono.
No bairro onde vivo
Existe muita violência
As crianças que vêem isso
Começam na adolescência.
                                      Milena Silva Araújo 6º ano B
MEU JARDIM
Na minha Marabá
Tem flor colorida
Suas cores significam
A paz, o amor e a vida.
Na minha cidade
Os pássaros brincam
Todos que vêem
Alegram-se e aqui ficam.
Na primavera nascem as flores
Na Nova Marabá muitos amores
Na Cidade Nova como no outono
Novas amizades brotam sem dissabores.
Sem falar na Velha Marabá
Que no verão com suas praias
De rios caudalosos e mulheres mestiças
Coisa mais linda não há!
Milena Silva Araújo
O MEU HABITAT
Eu meu habitat
Tem muita agitação
Tem carros e pessoas,
Que passam de montão.
Algumas de nossas frutas
Açaí, Muruci e Castanha-do-Pará.
São frutas muito gostosas
Melhor que essas não há.
Nossa fauna tem
Arara Azul, Jabuti e Lobo Guará.
Uma de nossas danças
É chamada Siriá.
A castanha tem na castanheira
E em cima desta o Tamanduá Bandeira
Alegramos-nos muito com as aves que aqui gorjeiam
Admirando sentados em nossas espreguiçadeiras.
Milena Silva Araújo 6.o ano B
 O QUE ME TIRA A PAZ
Meu planeta é bom demais
Só que tem umas coisas
Que tiram a minha paz.
É o tal do desmatamento
E o monstro da poluição.
Mas existe algo
Que conforta meu coração.
É o meu estado
Que me faz acreditar
Que existe um Deus
Que protege o meu Pará.
Danilo Santos Cunha 6.o ano D                              
ONDE JÁ SE VIU?
Nosso Brasil
Tem muita coisa boa
E muita coisa ruim
Onde já se viu, tratar o Brasil assim?
Nosso País muita riqueza tem.
Como a floresta amazônica
Que é muito rica também.
As coisas ruins
São a destruição da natureza
E a poluição com certeza
Que nos causa muita tristeza.
Marconys Aguiar 6.º ano G


COISAS DO MEU BRASIL
São muitas maravilhas
E nem sempre alegrias
Mas, mesmo assim
O nosso Brasil é cheio de harmonia.
Mas agora quero te dizer
Que um dia vou ver
O nosso Brasil crescer.
Eu sei que nós somos capazes
De fazer O nosso país ter paz.
Com muito amor para dar
vamos ajudar o nosso lar.
Muita natureza
E também algumas tristezas
vamos mudar a história
Pois sei que vamos ter nossa vitória!


Adriane de Freitas 6º ano D


MINHA QUERIDA
Minha cidade querida
Como ela é
Vou lhe contar
è um lugar pra se amar...
Castanheiras, laranjeiras,
Bananeiras, mangueiras,
Ipês e jacarandás.
Também há muitos
animais em extinção,
Arara azul, jabuti,
Lobo Guará, tatu peba...
Tem os rios Tocantins, Itacaiúnas
e o Araguaia todos com lindas praias.
E pra  acompanhar
Temos as danças  do Carimbó e do Siriá.
Esse é o melhor lugar
Essa é a minha Marabá.
                                       Isabela  Santos

CIDADE AGITADA
Na cidade onde vivo
o povo todo é agitado
vira e volta um tiro pro alto
e todos ficam agoniados.
Aqui todo dia morre gente
alguns ficam contentes
e lá se foi o incompetente.
A funerária vai ficar rica
e no lugar vai ficar
o mercado do Paulista.
                                                 Irismar Sito


MINHA CASA
Minha casa é um lugar
onde em nenhuma parte
do mundo tem igual.
É um lugar especial
uma casa legal
ao lado da minha família
nada pode ter final.
Uma casa onde
 sempre irei morar
por que nunca
quero mudar.
Uma casa firme e  quieta
por que Deus está por perto
e nunca a deixará cair.
Se for forte o vento, Ele  segurará
e se vier a tempestade
Deus me ajudará.
                                       Elizane


SOLIDÃO
Aminha rua brilha,
A minha rua
Vive triste.
Vive sozinha
Eu vivo com ela,
Mas eu aqui e ela lá.
Estou  cansada, eu aqui e ela lá.
                                            Isabela Carvalho


TODOS OS DIAS
Todo  dia na cidade
aparece  malandragem
a  cidade  vai  acabando
e os pilas vem chegando.
A cidade é bonita
toda cheia de alegria
Nossa cidade é  tão bela
parece uma donzela.
Nossa cidade é uma beleza
acaba com a nossa tristeza
Nossa cidade é uma alegria
o que não falta é uma folia.
Essa  cidade  é  querida
por todos que a visitam
nossa cidade é tão bela
pois tem a Cidade Nova e a Velha.
Rafael




CAPRICHOS
Onde vivo
É muito lindo.
Cheio de crias
E de maravilhas.
Todos  cantando
Ese alegrando.
Todos beijando
E se encantando.
Não tem vidro
Mas tem capricho.
                             Vanessa  Crislane


O VENTO
A cidade onde vivo
É cheia de vida
e também de alegria.
A minha cidade assim
Um movimento sem fim.
Na sua é assim?
Meu poema é assim
Bate no vento e
E acaba aqui.
Amanda Oliveira


ALGO OU ALGUÉM
Sempre no lugar da casa
fica a rua.
No lugar da rua
ficam os carros.
No lugar dos carros
sempre fica mais alguém
mas quem? você?
                                               Eu.
           
Paulina Tavares
O TREM BUZINEIRO
Quando o trem passageiro passa
Ele toca a buzina
BIM,BIM,BIM.
E todo mundo fala assim
Lá vem o trem buzineiro...
Todos gostam do trem,
Mas se a buzina atrapalha
Eu canto comele.
Gosto de andar de trem e você?
Amo o trem por sua buzina...
Quando passa meu coração diz
que ele chegou perto...
Meu coração no peito chora
por que amo o trem por sua buzina.
                                                   Mirele Dias

O LUGAR ONDE MORO
O lugar onde moro
É legal pra se morar
Hoje é difícil, mas se encontra
O canto do Sabiá.
A cidade onde vivemos
É uma cidade boa de morar
Temos muito que falar
Do Tucunaré um peixe do Pará.
O lugar onde moro
É legal pra se morar
Hoje é difícil, mas se encontra
O canto do sabiá.
                                              Anne Caroline Martins
TERRA À VISTA
Hoje estou em terra firme
E bem feliz no meu lugar
Eu sou feliz
Vivendo em Marabá.
Eu tenho tudo de bom
Gosto muito de estudar
Todo dia acordo bem cedo
Para ver o sol brilhar
Pois no lugar onde vivo
Felicidades não há de faltar!
                                           Ellen Cristine


O CHEIRO DO MEU LUGAR


Onde eu vivo
É cheio de flor e pássaros
A minha rua
 Brilha sem parar
Cada passo que dou
Tem cheiro de flor
Cada lado que olho
Vejo bem-te-vi e beija-flor
A minha rua é perfumada
por que tem reosa e ofurô.                                  
                          
Adriele dos Santos


FLORES E AMORES
Marabá cheia de plantas e
 de danças.
Cheia de flor e
beija-flor.
Todos olhando e
se alegrando.
O trem vai passando
todos começam a se alegrar
As flores ficam bonitas
E todos começam a cantar.
                                                           Vanessa Crislane

MEU PARAÍSO
O lugar onde vivo é um paraíso
onde dou muito risos.
Vivo num bonito lugar
que é minha Marabá.
O lugar onde vivo
é bom pra morar e passear.
Aqui tem muita criança
e vivemos com muita esperança.
                                         
    José Roberto Rocha Moura

FAUNA E FLORA
Arara-azul, tu que voas e vês a cidade,
Como ela está agora?
Amiga velha, vou perguntar-te uma coisa:
- tudo está como antes, ou mudou um pouquinho?
Arara-azul, como está teus amigos da mata
e os castanhais?
Ainda em perigo, por causa do homem
com sua queimada e caça mortais?
Amiga minha, faço o que posso pelos teus
tento conscientizar todos os amigos meus.
                                                                       Larisse Caldas
QUANDO MINHA CIDADE BROTA
Marabá é uma rosa
Marabá é uma flor
Marabá brota
Quando chove chuva
De amor.
Marabá é um canto
Marabá é poesia
Marabá encanta
Na noite
ou de dia.
É essa cidade que amo
É aqui que quero ficar
Pois melhor lugar não há
Que a minha Marabá.
                                          Alana Souza Silva
PURA DIVERSÃO
Venha conhecer nossa cidade
Mas venha agora
Não esperes mais
Venha pra orla.
Agora é tempo
Da praia começar
Venha conhecer Marabá
Aqui é seu lugar.
Aqui tem pontos turísticos
E muita diversão
Torne real o fruto de sua imaginação.
Minha cidade não é canto
Minha cidade não é poesia
Minha cidade é coisa séria
Que abriga muita moradia.
                                               Edely Laiane


ELOGIOS
As águas da orla
são para banhar
as praças para brincar
os rios para elogiar.
As pessoas de Marabá
tem respeito amor e carinho
tanto que respeitam seus vizinhos.
Aqui tem praças, avenidas,
 hospitais e orla
e pra gente ficar inteligente
tem também muita escola.
Úria Ribeiro Santos


MEU JARDIM                                                                                                  
Na minha Marabá
Tem flor colorida
Suas cores significam
A paz, o amor e a vida.
Na minha cidade
Os pássaros brincam
Todos que vêem
Alegram-se e aqui ficam.
Na primavera nascem as flores
Na Nova Marabá muitos amores
Na Cidade Nova como no outono
Novas amizades brotam sem dissabores.
Sem falar na Velha Marabá
Que no verão com suas praias
De rios caudalosos e mulheres mestiças
Coisa mais linda não há!
Milena Araújo
 



POEMAS COM TEMAS VARIADOS
A VIDA É UM JOGO
O jogo é uma besteira
A besteira é uma farsa
A farsa é um jogo
O jogo é sem graça.
Sem graça é a vida
Que leva tanto tempo nesse jogo.
                                               Paulina Tavares
ERA UMA VEZ UM JARDIM
Era uma vez um jardim
Feito só para mim.
Era uma vez uma flor
Feita pro meu amor.
Todo dia tem bem-te-vi
Sozinho no meu jardim.
Também teve um beija-flor
Que trouxe flores pro meu amor.
E todos os dias os passarinhos
Em meu jardim fazem seus ninhos.
Isabela Santos Gomes
AMOR?!
O amor caiu do céu
O amor é um chapéu
O amor é de papel
O amor não é Marcel
O amor é macio
E ele diz que está com frio.
                                    José R oberto 6 º ano A
AMOR DE AMIGO
O amor chega de repente
Sem a gente perceber.
O amor é como o ar
Voa sem parar.
O amor é muito além
Da amizade que pode acabar.
O amor de amigo
Faz do corpo um abrigo.
O amor é como a flor
Que floresce sem parar.
O amor é um mar de rosas
Que não para de rimar...
                                   Mayara cristhie
AMOR É AMAR
No amor não precisa só amar
Precisa o amor conquistar.
No amor não é só casar
Tem que ter um teto pra morar.
Se um dia a gente se separar
O amor não há de acabar.
Danyella
A VIDA
Para a gente ter vida
Tem que ter abundância.
Para mim a vida
É ter muita esperança.
Para mim é uma esperança
 ter a vida mansa.
                                Josué.
DEVASTAÇÃO DA NATUREZA
A devastação da natureza
É  um problema no Brasil
Para que derrubar?
Cuide dela para mais bonita se tornar.
A natureza é bonita
E também popular
Quanto mais você cuida
Mais linda há de ficar.
Na natureza nada se perde
Tudo se recicla
Quanto mais se aproveita
Mais bonita ela fica.
                                Laiane  dos Santos.

QUADRAS
Se tens um sonho: espere
Se tiveres esperança: acontece
Se amas alguém: corra atrás
Se não entardece e ela desaparece....
Autor desconhecido
Para lá eu vou
Irei sem parar
Ver a mãe natureza
Na hora que ela chegar.
Patrick e José
Que beleza você
Na natureza
Muito legal
Pessoa radical.
                                               Jhonatan Francisco e José Wallas.
Lá no céu tem estrelas
Que brilham com o luar
Quando penso em você
Quase morro de te amar.
Tirei uma soneca
Debaixo do mosqueteiro
O mosqueteiro tava rasgado
Os mosquitos apareceram
Fiquei todo picado.
                                               Autor desconhecido
Anjinho do céu
Eu vou te falar
Aqui onde moro
Vou sempre preservar.

ACRÓSTICOS

Bom brincar e cantar
Acordar sem pensar
Rir, ser alegre e sonhar
Bonita é Marabá
Ama sem nada cobrar
Relaciona rio e o mar
Assiste o vento passar.
-
Por ele, ela morreu
E
logo me entristeceu
D
ormi acordado
R
odeios me deixa chateado
O
meu mundo já está enfadado.
-
Ler um livro
A
prender a se gostar
I
r para a escola
A
mar e se relacionar
N
uma caixa de saber
E
screver e aprender.          (Francisca Laiane)
-
Eu tenho frio à noite
vem o sol pra brilhar
Lua na noite
E o sol vem apagar
Nos dias escuros a  solidão virá .


Luz que ilumina meu ser
Amor é união
Igualdade sem distinção
Assim como eu e você
Natureza ao entardecer
Encanta e me dá prazer
Sejam bem-vindos
Inimigos não quero
Realidade que rolou
Lembranças do meu amor
Encontro que no meu coração ficou.
You.
Dias vão passando
Um atrás do outro
Tardes terminando
Raio de sol vai saindo
A lua está voltando.
Darei um abraço
Em um só compasso
Rabisquei um pedaço
Vou contar um fracasso
Ainda não comprei
Nada do que sonhei
Lembranças que deixei
Uma ferida que não tratei
Amei como se fosse um furacão
Nesse tempo, quase morri de paixão.
Poemas Escolhidos
CONVITE
Poesia
É brincar com palavras
Como se brinca
Com bola, papagaio e pião.
Só que
Bola, papagaio, pião
De tanto brincar se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca
Com elas
Mais novas ficam.
Como a água do rio
Que é água sempre nova
Como cada dia
Que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
                    José Paulo Paes. Quem, eu?. Atual.
O QUE É QUE EU VOU SER
Bete quer ser bailarina
Zé quer ser aviador
Carlos vai plantar batata
Juca quer ser ator.
Camila gosta de música.
Patrícia quer desenhar.
Uma vai pegando o lápis,
O outro põe-se a cantar.
Mas, eu não sei se vou ser
Poeta, doutora ou atriz.
Hoje eu só sei uma coisa:
Quero ser muito feliz
    Pedro Bandeira. Por enquanto eu sou pequeno.Moderna. 

INUTILIDADES

Ninguém coça as costas das cadeiras.
Ninguém chupa a manga da camisa.
O piano jamais abana a calda.
Tem asa, porem não voa a xícara.
De que serve o pé da mesa se não anda?
E a boca da calça se não fala nunca?
Nem sempre o botão está em sua casa.
O dente de alho não morde coisa alguma.
Ah! Se trotassem os cavalos do motor...
Então a menina dos olhos comeria até bolo.
Esportivo é bala de revólver.
                                José Paulo Paes.
JOSEFINA

Em Josefina
Modas, linguagem,
Ar, expressão,
Olhos e riso
Riso e sorriso,
É tudo imagem
Graciosa e fina
De coração. 
Manuel Bandeira.estrela da vida inteira.
RIMAS          

Se Maracanã rimasse com Fla-Flu
Assim como Noel
Com Vila Isabel,
O poeta poderia
Viver da poesia.
Mas a rima não é tudo,
Poesia é melodia,
É como canção que forra
O coração com veludo.
É ver o sol morrendo
Em Ipanema
E saber que está nascendo,
Com ou sem rima,
Um poema.
          Ângela Leite de Souza
CAPRICHOS E RELAXOS
 
Nascemos em palmas de versos
Destino quis que a gente se achasse
Na mesma estrofe e na mesma classe
No mesmo verso e na mesma frase.
Rimo à primeira vista nos vimos
Trocamos nossos sinônimos
Olhares não mais anônimos
Nesta altura da leitura
Nas mesmas pistas
Mistas a minha, a tua, a nossa linha.
 Amor, então
também acaba?
Não que eu saiba.
O que eu sei
É que se transforma
Numa matéria-prima
Que a vida se encarrega
De transformar em raiva ou em rima.
                                               Fim.

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